Segunda-feira, 8 de Maio de 2006

Auto-retrato

Auto-retrato

 
Sou,
Alto e magro,
Gordo e baixo ,
De nariz adunco,
Míope não de nascença.
 
De cabelo comprido,
A esconder a calvície que desperta,
Qual abade, sem barriga.
É mais um poeta.
Que pensa que sente
Para depois dizer que já não sente.
 
É fingidor
Mas sente a dor,
De maleitas de alma, escondidas.
Resguarda-se numa barba farta.
De carantonha séria,
Esconde as alegrias,
Do tempo de criança.
 
De poeta em construção,
Aspira, cigarro atrás de cigarro,
Em momentos de solidão
Sonha saber escrever,
Com paixão.
 
De sentimentos
Mil,
Se esconde.
A alegria ou a tristeza
São escritos de momentos,
Vezes sem fim.
 
De poeta apaixonado
Escreve momentos de luxuria.
Embora as suas musas, já não o suportem
Dada a sua loucura.
 
Com os sentimentos brinca
No papel,
Qual pintor de tela,
Ou escultor de barro.
Na vã esperança,
De um dia,
Não seja apenas lembrança.
 
Se em esquecimento, cair
Que seja, por sentir
E não seja antes, de ir
Por mentir.
 
Eis a minha pessoa
Descrita por mim,
Os outros que o façam
Vezes sem fim.

publicado por Augusto P.Gil às 12:19
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1 comentário:
De Augusto P.Gil a 16 de Maio de 2006 às 10:36
Quem será este gajo?

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