Segunda-feira, 22 de Maio de 2006

CAOS

 
 
 
 
The Persistence of Memory, 1931 - Salvador Dali
Caos
 1.
Eu tenho um barco,
De papel;
Que navega,
Puxado por um cordel.
 
Navego, nas imensas ondas do mar,
Todo o meu olhar de vazio.
Quem me dera embarcar...
Naquele navio.
 
Eu tenho um barco,
Grande e belo;
Onde navego, ao sabor das ondas do mar
E do vento.
Já lá vai tempo.
 
Mas não tem velas,
Nem mastros, nem casco,
Nem quilha...
Mas tem um leme indefinido,
Que me leva ao desconhecido.
 
E, por vezes, quando abana,
Não são mais do que murmúrios do vento,
Que clama,
Nas velas, pelo mais sagrado sentimento.
 
E, então, todo o meu eu,
Navega ao sabor de vendavais,
No mar grande de sofrimentos,
Onde jamais me banharei
Sem soltar lamentos.
  
publicado por Augusto P.Gil às 13:47
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