Sexta-feira, 8 de Junho de 2007

Caminho na Praia.

 

Foto: Augusto P. Gil

 

Na areia por onde passo,
Deixo pegadas,
Que se afogam,
Nas ondas da praia
.

 

 O vento, que se faz sentir
Agita, as nuvens carregadas
De água.
E estas iniciam o seu choro.

 

Nesta praia,
Onde venho chorar,
Vezes sem fim,
Passeio à beira-mar.

 

O vento açoita-me,
A chuva molha-me,
A tristeza assola-me,
E eu caminho,
Chapinhando,
Nas ondas que se desfazem
Na praia.

 

Só, sozinho
Nesta praia deserta
Num dia de Inverno
Perdido,
Num mês de Primavera
Liberto a minha imaginação...

 

E como na tela,
De um pintor.
Apenas as gaivotas
E o amor,
Não aparecem
Em desenhos, de cor.

 

Navego, ao sabor do vento
Numa folha de papel
Onde derramo pensamentos.

 

E neste triste quadro
Pinto mágoas
Em telas de desalento.

                                                       Santa Cruz - Março'07

 

sinto-me: Murcho
música: Vinicius de Moraes - Apelo
publicado por Augusto P.Gil às 00:57
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12 comentários:
De carmemzita a 8 de Junho de 2007 às 20:03
"Na areia por onde passo,
Deixo pegadas,
Que se afogam,
Nas ondas da praia."

Mas logo renascem

Alegres e fugidias

Saltitantes no areal

Em notas e melodias

Sem igual

Vejo, no movimento dos pés

Liberdade universal

Transportada pelas marés

Osmose, tridimensional...

Beijinhos

CarmenZita
De Gil a 12 de Junho de 2007 às 00:32
Amiga, obrigado pelo teu poema-resposta, gostei.
Valeu
Gil
De vicallacer a 10 de Junho de 2007 às 01:34

Que nortada oportuna... inspirou um poema de tão fresca primavera...

Gostei imenso deste seu poema!



Vitor
De Augusto P.Gil a 12 de Junho de 2007 às 00:34
Seja bem vindo ao meu "cantinho" e obrigado pelas sua palavras.
Um abraço Gil
De MT-Teresa a 10 de Junho de 2007 às 12:01
Gosto dos teus passos na areia
solitários

dos teus versos tristes
fantásticos

das tua telas pintadas a branco
lidos só por quem
sabe dos prantos

Ah! Poeta azulado
que triste este teu fado!


Adorei!

Beijos
Teresa
De MT-Teresa a 10 de Junho de 2007 às 20:46
claro que em vez de "lidos" deverá ler-se
"lidas"

rsss
De Gil a 12 de Junho de 2007 às 00:37
Amiga Blue...pois só mesmo quem percebe de prantos.
Um Bj
Gil
De Gaivota a 10 de Junho de 2007 às 21:13
"E como na tela,
De um pintor.
Apenas as gaivotas
E o amor"

Lindo poema, cheio de fragilidades, mas muita frecura....
Obrigada pela tua presença no meu espaço
Gaivota
De Gaivota a 10 de Junho de 2007 às 21:14
naturalmente deve ler-se..... "frescura"
Beijo
Gaivota
De Gil a 12 de Junho de 2007 às 00:41
Amiga Gaivota, obrigado pela visita. É tambem gosto de "voar" pelo teu espaço, nem que seja para aprender a voar na companhia das tuas gaivotas.
Um Bj
Gil
De Visitante a 14 de Junho de 2007 às 08:45
De um poeta em pranto
Lemos um canto
De pintura triste
De rima-pincel na mão
Chorando a solidão
Que nele existe

Um abraço do "Vizinho da esquina de cima"





De Gil a 16 de Junho de 2007 às 00:50
De prantos em prantos
vou escrevendo cantos
que canto...
Um abraço, do "vizinho da esquina de baixo".
Gil

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