Quarta-feira, 28 de Março de 2007

O Meu Monte

foto retirada do Sapo

O Meu Monte

As vezes pergunto-me porque não fico lá...
No campo,
Junto da praia,
Bem pertinho do céu...
Onde vejo as flores e as árvores que plantei ...
E que vi crescer.
E as raízes que não quero arrancar...
 
E quando estou longe
Apetece-me regressar,
Voltar,
Casar, com a terra,
Molhada de tanto chover.
Num abraço longo
Num desejo de amar.
Onde tantas vezes, me ouvi chorar.
 
Terra por mim descoberta,
De nome viajante...
Percorri quilómetros,
Para em ti me refugiar,
Como num colo amante.
 
E quando regresso,
Já noite, longa
Com a lua, a iluminar
Apetece-me voltar.
 
Não quero de ti me apartar.
 
Monte enfeitiçado
Que me prendes,
Agarrado, em desejos
Como em feitiços
De amor.
 
No céu rasgado
Por estrelas cintilantes
Observo a minha pequenez
De homem...
Entrelaçado num todo
E num nada...
Bem junto de ti...Natureza
Que me rodeia
E que me envolve...
Em desejos...
 
Tenho tantas saudades de ti...
 

 

Janeiro'2007 - Augusto P.Gil - O Meu Monte.

sinto-me: Nostalgico
publicado por Augusto P.Gil às 10:07
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8 comentários:
De MT-Teresa a 29 de Março de 2007 às 07:41
O teu Monte é lindo!

Beijinho

Teresa

De Augusto P.Gil a 31 de Março de 2007 às 00:35
Amiga, pensava que tinhas fugido...Fico contente por gostares do meu monte.
Um Bj.
Gil
De Anónimo a 29 de Março de 2007 às 17:22

Estes seus (nossos) "Montes", cheiram a pão, queijo fresco e açorda de bacalhau...

Têm a força da vontade dos homens, que deixam caminhos definitivamente marcados nos rostos e na alma, de quem lhes dá vida...para alimentar sonhos que rimam com paz, solidariedade e muito amor e também... muita solidão!

É o meu Alentejo. A terra que eu amo e que me aguarda...

Muitos Parabéns.
Adorei! Lindo o seu poema.

Um abraço

sombra
De Augusto P.Gil a 31 de Março de 2007 às 00:40
...É verdade, tudo o que disse é verdade.
Lá no meu monte, é onde choro as palavras de verdade...
Um abraço, Amigo.
Obrigado pelas suas palavras.
Gil
De carmemzita a 29 de Março de 2007 às 21:27
Gil, da forma como descreves o teu monte,
a relação que estabeleces com a terra, o saudosismo e nostalgia que transmites...
Dá-nos aos que lemos, uma necessiidade enorme,
do regresso às origens...talvez à terra...ou talvez ao ventre de onde saímos um dia...?????onde se está bem...a germinar como uma semente de flor...
Gostei!
Um beijinho
CarmenZita
De Augusto P.Gil a 31 de Março de 2007 às 00:46
Pois, Amiga
Talvez seja verdade e seja uma grande necessidade de me"envolver" com a terra...É a nostalgia que se instala e a solidão que me povoa...
e a minha procura insistente...
Vou-me isolar uns dias, no meu Monte, quem sabe se não me vai fazer bem...
Um Bj
Gil
De MT-Teresa a 11 de Abril de 2007 às 20:19
Gil
Passei...para saber se ainda estás isolado...

nostalgicamente no teu Monte..

Regressa...tenho saudades dos teus poemas...que às vezes são parecidos com os meus ( na temática..claro)

Beijinho
Teresa

De Augusto P.Gil a 15 de Abril de 2007 às 01:48
Isolado
perdido...
em mim. Sim.
Bjs
Gil

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